terça-feira, 19 de abril de 2011

AS TRIBOS INDÍGENAS DO CEARÁ - PARTE 1

AS TRIBOS INDÍGENAS DO CEARÁ


Na época da colonização, o território cearense era habitado por grande número de indígenas descendentes dos TUPIS-GUARANIS e CARIRIS. Grupos distintos na língua e cultura. Os Cariris dominavam a orla cearense e o sertão nordestino às margens do rio São Francisco. Quando Pero Coelho, em 1603, veio tentar a conquista da serra da Ibiapaba, esta era dominada quase toda por povos TUPIS, que derrotados pelos portugueses no Rio Grande do Norte e Paraíba, fugindo e enfraquecidos pela guerra, invadiram o litoral cearense, expulsando para o interior os CARIRIS-TREMENBÉS. Divididos em grupos, fragmentados em tribos numerosas, os Carirís e Tupis viviam em constante guerra. Errantes e desordenados, percorriam quase todo o território da capitania.

Os TAPUIAS povoavam do Rio Grande do Norte ao Maranhão, viviam em bandos de 50, 80, 100 casais, correndo os campos a procura de caça. Não tinham lugar fixo ou casa para morar, a não ser o local onde anoiteciam. Isso torna muito difícil determinar as regiões ocupadas pelos diferentes grupos, eram conhecidos por sua violência.

No alto sertão do Cariri, viviam os CARIÚS, na nascente do rio Cariús e Bastiões.

Os ferozes CALABAÇAS, na margem esquerda do rio Salgado.

Os CARCUASSÚS e a nação errante dos CARIRÍS, CARIRÉS ou KARIRIS, habitavam a Serra do Araripe, onde resistiram bravamente ao invasor branco. Na época das bandeiras, os Carirís se aliaram aos emissários da rica família Torre, colaborando com a caça e o aniquilamento e inimizade com muitas tribos. Foram catequisados pelos padres carmelitas em vilas, hoje as cidades de Barbalha e Crato. Falsos e inclinados a pirataria e roubos, causaram grande prejuízo aos colonos, foram expulsos pelo corregedor Dias e Barros em 1780. A partir daí, fundiram-se na população rural da região.

Os ICÒS habitavam a região que ia das margens do rio Salgado e Jaguaribe até o rio do Peixe. Índios de corso, como eram chamadas as tribos de ladrões e saqueadores, de tanto causarem danos às propriedades alheias, o Capitão-Mor Fernão Carrilho organizou, em 1694, uma expedição para exterminá-los, sob o comando de Francisco Dias Carvalho. Pacificados alguns anos depois, em 1700, pelo padre João de Matos Serra, foram aldeados onde hoje é a cidade de Souza, na Paraíba. Missionou-os também o célebre jesuíta Gabriel Magrida.

Povoavam o baixo Jaguaribe os PAIACÚS ou PACAJÚS, os mais terríveis e famosos selvagens do Ceará. Dominavam a região compreendida entre o rio Assú e a Serra do Apodí e grande parte das terras baixas (ribeira) às margens do Jaguaribe. Suas expedições de guerra e saque chegavam até bem perto de Fortaleza, onde atacavam os índios mansos que ali residiam. Foram um grande obstáculo entre o comércio das capitanias do Ceará e Pernambuco. Desde 1605, no início da colonização do Ceará, apareceram os Pacajús, importunando seriamente a expedição de Pero Coelho. Daí por diante foram sempre motivo de temor nos conquistadores. Em 1666, assaltaram o sítio Precabura em Messejana, onde enfrentaram o ajudante Coelho de Moraes, por ordem do Capitão-Mor João de Mello Gusmão.

Fonte: Revista do Instituto do Ceará - As tribos indígenas do

Um comentário:

  1. Seria preferível que não houvesse o "Dia do Índio", mas houvesse respeito aos seus direitos,à sua história.
    As comemorações são do tipo:crianças fantasiadas,
    pequenos grupos de índios dançando em praça e escolas púbicas.
    Lanmentável,de há muito, a vida do índio...que faz o governo...hein? "neca de catibiriba"...

    Valeu, Jaqueline, ao menos essa lembrança!
    Beijos

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