terça-feira, 15 de dezembro de 2009

GAIATICE - COISA DE CEARENSE


Chico, cabra errado e bonequeiro, já melado, depois de traçar um celular e duas meiotas, vinha penso, cambaleando, arrodiando o pé-de-pau , quando deu uma topada que arrancou o chaboque do dedo.
- Diabeísso! - Disse Chico todo distrenado e fazendo mungango.
- Vai, cú-de-cana! Mangou a mundiça zuadenta que tava perto.
- Aí dento! Vão se lascar seus bunequeiro! Num dão nem um prego numa barra de sabão e ficam aí só eperreando os outros.

Chico estava ariado desde ontonti, quando o gato-réi que ele acunhava lá na baxa da égua, bateu fofo com ele pra ir engabelar um galalau estribado da Aldeota.
- É o que dá pelejar com catiroba, fulerage - Pensava ele - Ganhei um chapéu de touro, mas não tem Zé não, aquela marmota tá mesmo só os queixo e a catinga. Dá é gastura. - Num quero mais saber de arenga não.

Chegando em casa se empriquitou de vez e rebolou no mato todas catrevage da letreca: uma alpercata, um gigolete amarelo queimado e uns pé de planta que ela tinha trazido inquanto iam se amancebar. Depois se empanzinou de sarrabui e de baião e imbiocou na rede e foi dormir pensando nas comédias.

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